Todos temos carência afetiva em algum nível, mesmo aqueles que parecem mais frios também a possuem. Porém, quando essa carência alcança um nível muito alto, ela vem acompanhada das cobranças e do medo da rejeição, é o que chamamos de Dependência Emocional Afetiva.

Ela pode ser desenvolvida logo nos primeiros anos de vida e durante a infância, nas relações sociais e familiares primárias. Quando a criança não recebe atenção suficiente, passa por episódios de rejeição e abandono, ou interpreta de forma traumática algum fato em sua vida, isso provavelmente vai influenciar suas relações na fase adulta.

Por outro lado, a pessoa pode desenvolver esta carência quando recebe cuidados excessivos, gerando a sensação de dependência nas atividades corriqueiras e até mesmo com relação ao amor, fazendo com que ela acredite que sua alegria sempre depende de alguém.

A carência afeta o discernimento para distinguir o que é bom do que é ruim, deixando-a vulnerável às pessoas oportunistas e relações problemáticas. Isso pode ser perigoso!

Em um relacionamento o problema ocorre quando se acredita que somente o outro poderá fazê-la feliz, ou seja, “eu deposito no outro a responsabilidade de completar os meus vazios”.

Ao contrário de pessoas que veem felicidade em pequenos momentos da vida, seja em uma ida ao parque ou uma reunião com os amigos, o carente só é capaz de ver isso quando a pessoa amada está ao seu lado.

Reconhecer que sofre com a dependência emocional afetiva é um passo muito importante para que consiga superá-la, porém, nem sempre se consegue fazer isso sozinha. Assim, não hesite em procurar ajuda de um profissional neste caso. Ele irá conduzi-la a descobrir a origem do problema e te mostrará o caminho para virar o jogo.

 

Psicóloga Ivonete Ribatski

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